O que é?

 

1ª POROROCA DA NAÇÃO DAS ÁGUAS

Mobilização nacional reuniu defensores das águas pelos direitos dos rios

 

No dia 5/11, onde todo o país relembrou a tragédia de Mariana, O Rio Doce, através da ONG Associação Pachamama, entrou com um pedido na Justiça de Belo Horizonte para ser reconhecido como sujeito de direitos, à vida, e que seja feito um plano de prevenção a desastres para proteger toda a população da bacia do rio.


É um dia histórico, já que essa é primeira ação desse tipo no país, onde um Rio bate às portas da Justiça em seu próprio nome. Isso ocorreu pela primeira vez no mundo, no Equador, em março de 2011. A Constituição do Equador, em 2008, reconheceu os direitos de Pachamama ou Natureza. Bolívia, em 2012, proclamou a Lei dos Direitos de la Madre Tierra. Depois disso, desencadeou-se em todo o mundo uma mobilização em defesa dos direitos de Pachamama ou da Natureza, em especial, dos direitos dos rios. Na Nova Zelândia, uma lei atribui ao rio Whanganui direitos, como se ele fosse uma pessoa física. Na Índia, a sociedade está mobilizada em favor dos direitos dos rios Ganges e Yamuna, os maiores de lá. O assunto está em debate nos tribunais. Na Colômbia, a Corte Constitucional, no final do ano passado, reconheceu o rio Atrato como sujeito de direitos, com base em tratados internacionais, ainda que a carta constitucional de lá não fale disso. O México tem uma declaração dos direitos dos rios, aprovada pela sociedade. Nas Nações Unidas, há um programa chamado Harmonia com a Natureza (Harmony with Nature), com diálogos entre especialistas e atividades em todo o mundo em defesa dos direitos da Madre Tierra. A Associação Pachamama inspirou-se nessas decisões judiciais anteriores do Equador e da Colômbia para entrar juntamente com o Rio Doce em defesa dos direitos do rio.


Isso representa um salto para a compreensão de que os rios vivem, querem viver...que alguns estão agonizando e cabe a nós respeitar seu direito à vida...
Em mais de 30 cidades brasileiras e no exterior, no dia de ontem estivemos com a 1ª. Pororoca da Nación das Águas, numa imensa mobilização conjunta com diversos coletivos, juristas, tribos indígenas, ribeirinhos e a sociedade como um todo, conscientizando através da arte, rodas de conversa e muitas outras atividades, nos comprometendo com as águas do Brasil e do mundo, com a Vida em toda a sua extensão, em ações diárias e de conscientização e sensibilização, não seremos omissos!


Buscamos essa quebra de um paradigma onde a natureza é vista como um recurso natural, como um bem, passível de apropriação e exploração, e a partir de então passe a ser vista e tratada juridicamente como um Ser de Direitos, quebrando uma visão onde o ser humano deixa de ser o centro e a própria Vida assume sua posição. Parece algo óbvio, mas não é, e o espelho disso é a emergência global que o planeta está passando. 
Falar dos direitos dos rios é falar também dos direitos dos ribeirinhos e dePachamama.
Estamos construindo juntos essa onda de devoção, reverência e respeito à mãe terra!
Com o coração vibrando seguimos em frente!

 


Cidades por onde a Pororoca passou:

 

São Paulo  SP: Dia 5/11 às 17h30 no Parque do Ibirapuera ao lado do Planetário 
Piraju – SP: Dia 5/11 às 15h na descida de acesso às corredeiras, Praça Teyque'Pe'
Curitiba – PR: Dia 5/11 das 09h30 às 14h n Praça Jardim de Sofia, Centro Civico
Morretes
– PR: Dia 04/11 às 14h na Aldeia Tupã Nhe Kretã
Ilha do Mel 
 PR: Dia 04/11 das 10h às 12h no Trapiche - Mar de dentro no Manguezal (Nova Brasília)
Florianópolis - SC: Dia 5/11 das 14h às 18h - Praia do Campeche
São Leopoldo e Grande Porto Alegre – RS: Dia 5/11 das 10h às 16h na Ponte Vinte e Cinco de Julho, Rio dos Sinos
Canguçu 
 RS: Dia 31/10 no Assentamento do MST – Sem Fronteira 

Morro Redondo - Colonia Santo Amor
Arroio Grande – RS: Dia 5/11 às 16h30 na Ponte Carlos Barbosa
Pelotas – RS: Dia 5/11 às 10h no Trapiche da Praia do Laranjal
Palmas/Bagé – RS: Dia 5/11 às 10h às Margens do Rio Camaquã 
Novo Hamburgo – RS: Dia 5/11 às 8h30 Pedalada pelos Rio Sinos no Posto de Lomba Grande 
Rio Grande – RS: Dia 5 às 17h no Arroio Vieira, Acesso ao local pela rua Mar Mediterrâneo
Fortaleza 
 CE: Dia 5 das 8h às 20h30 na Barraca do mamão, Sabiaguaba 
Jericoacoara – CE: Dia 5/11 às 17h na Praia principal
Recife – PE: Dia 5/11 das 15h30 às 19h30 na Rua da Aurora em frente ao Ginásio Pernambucano
Rio de Janeiro
 RJ: Dia 5/11 das 15h às 16h30 na Oca do Parque Lage 
Brasília – DF: Dia 05/11 das 13h30 às 21h no Santuário dos Pajes
Alto Paraíso – GO: Dia 5/11 às 09h no Novo Portal da Chapada
Goiânia – GO: Dia 05/11 às 17h no Parque Flamboyant
Natal – RN: Dia 5/11 às 16h na Praia de Ponta Negra
São Miguel do Gostoso – RN: Dia 5/11 às 16h na Lagoa do Cardeiro como parte do Eco Praça
Alagoas – AL: Dia 4/11 às 12h na Aldeia Kariri Xocó
Mariana – MG: Dia 5/11 às 16h no Centro de Convenções de Mariana, antes da Caminhada com os Atingidos
Belo Horizonte – MG:  Dia 5/11 das 8h às 13h na Feira da Afonso Pena em frente à entrada do Parque Municipal
Manaus – AM: Dia 5/11 às 8h no Posto BR do Coroado, nas lages do encontro das águas do Rio Negro e Solimões
San Marcos Sierras – ARGENTINA:  Día 3/11 a las 12h en la Feria Franca Comunitaria y

Día 04/11 a las 18h en la orilla del Río San Marcos
Provence – França: Dia 5/11 dans le Durance River

 

 

 

 

Perguntas

 

 

1.      O principal objetivo da campanha é a conscientização da população para salvar nossos rios e chamar a atenção dos nossos governantes para a questão?

 

 

 

O objetivo principal da 1ª Pororoca da Nação das Águas é sensibilizar a sociedade para a emergência de uma grave crise hídrica que já é uma realidade em todo o país. Por meio da arte, e de diversas expressões culturais, é possível relembrar o vínculo indissolúvel entre a vida humana e a vida dos rios. Nas ações simultâneas em todo o território nacional, haverá um evento ao estilo de cada localidade, com o intuito de apresentar dados sobre a situação dos rios locais e dos rios escolhidos como símbolos da violência contra a Mãe Natureza: Rio Doce, Rio Amazonas, Rio Camaquã, Rio São Francisco e Rio dos Sinos; além disso, os diversos coletivos locais, juntamente com a Nação Pachamama, celebrarão a existência desses seres, que são a seiva da vida, e darão um pontapé em ações que contribuam para o restabelecimento do equilíbrio destes seres feitos não apenas de água, mas também de florestas, animais, sociedades humanas e cultura. Um rio é o jorro por onde nascem todas as expressões da vida como conhecemos, e por isso não podemos mais fechar os olhos para a importância de restabelecer a saúde dos cursos d’água que nutrem o Brasil. Muitos agonizam e correm risco de desaparecer, por isso escolhemos o nome Pororoca, pois a melodia das águas precisa e será ouvida. Nossa intenção é criar uma onda de consciência que não pare mais, tal qual a pororoca subindo o rio contra a corrente, nós movimentos unificados sob a bandeira da diversidade da Nação Pachamama vamos contra as correntes que objetificam a Mãe Terra, e que ainda tratam os rios como recursos que são explorados e desrespeitados em nome do lucro e de um desenvolvimento que insiste em ignorar a importância de criar harmonia entre as sociedades humanas e a Natureza.

 

 

 

2.  Qual seria a solução para a situação atual dos rios no Brasil? O que os governantes podem fazer efetivamente?

 

As políticas públicas nacionais têm uma atitude tímida em relação à defesa dos direitos dos rios. Ainda prevalece a visão da natureza como uma fonte de recursos naturais, isto é, as águas e demais componentes da Mãe Terra são visto como objetos, passíveis de exploração e uso indiscriminado, quando na verdade estes são seres vivos, seres que sustentam a nossa própria existência humana. Observe: nosso próprio corpo humano é constituído basicamente de água. Quando a água está no nosso corpo, ganha status de ser vivo, pois se trata de uma existência humana. Essa água, contudo, quando se encontra fora do nosso corpo, é tratada como um objeto. Como pode um objeto ganhar vida pelo simples fato de entrar no nosso corpo? A água dos rios, da chuva, das fontes e rios subterrâneos está viva, e é a própria fonte de onde nasce a vida humana e de todos os seres. Esse ponto de vista, tão claro para os povos originários, ainda soa estranho para grande parte das pessoas, mas basta que observemos a realidade objetiva para perceber que não é possível que a raça humana siga existindo em desarmonia com a natureza, pois tudo o que somos fisicamente, culturalmente e espiritualmente, provém desta Mãe. Não há nada sob o céu e sobre a terra que não seja parte deste grande ser que doa a si mesma para que existamos.

 

 

 

3.      No que a população pode ajudar nesta questão?

 

Tudo conta. A situação em que nos encontramos é tão extrema que em cada esquina podemos encontrar uma oportunidade de cuidar das águas, dos rios, e da Mãe Terra. Separar o lixo ajuda, abraçar as causas indígenas ajuda, fechar a torneira quando escovar os dentes ajuda, limpar as praias ajuda. Além disso, existem inúmeros movimentos e coletivos que se dedicam diretamente a organizar políticas públicas e debates que contribuam para a defesa e recuperação dos rios brasileiros. O movimento Nação Pachamama, através da ONG Associação Pachamama, leva adiante inúmeras ações em defesa da Vida. Qualquer setor da sociedade é bem vindo para unir esforços e realizar ações efetivas de mudança de perspectiva e de atitude, rumo a uma nova percepção: ao invés de meio-ambiente, sentirmos a Mãe Terra; ao invés de recursos naturais, sentirmos nossos irmãos animais, irmãos rios, irmãos bosques.

 

 

4.      Isto que está no site do evento dos rios na Índia é válido para nós aqui: “muitos dos nossos grandes rios estão esgotando rapidamente. Se não agimos agora, o legado que entregamos à próxima geração será um conflito e privação. Esses rios nos alimentaram e alimentaram por milhares de anos. É hora de nutrir e alimentá-los de volta à saúde.”?

 

Sim. Os chamados conflitos pela terra, na verdade são verdadeiras guerras entre setores que visam o lucro e a exploração de florestas e mananciais e comunidades ribeirinhas, indígenas e famílias de agricultores. Já vemos claramente a crise hídrica que afeta não apenas as cidades, mas também o campo. O conflito e a privação são iminentes. Logo, não haverá água para todos no Brasil, uma realidade cruel que já afeta 750 milhões de pessoas no mundo, que não possuem acesso à água potável (dados do Unicef https://www.unicef.org/brazil/pt/media_29176.html ). Esse momento de escassez e privação já chegou para as camadas mais frágeis da sociedade, apenas que as cidades, dado o seu status econômico privilegiado, ainda não sentiram todo o impacto e gravidade da situação. No entanto, se não mudarmos drasticamente o paradigma do lucro sobre a harmonia com a natureza, nenhum de nós, independente de onde viva ou de quanto dinheiro possua, estará ileso dos efeitos devastadores de uma natureza desequilibrada, com rios poluídos, florestas desertificadas e cidades superlotadas.

 

 

 

5. O Movimento Pachamama tem o apoio de mais alguma entidade nesta campanha?

 

Sim. Conta com dos inúmeros parceiros, apoiadores, organizações não-governamentais e movimentos sociais locais e está sendo apoiada nacionalmente e, internacionalmente, pela Rede pelo constitucionalismo democrático latino-americano (https://constitucionalismodemocratico.direito.ufg.br/).  Além disso, a campanha faz parte das ações da Iniciativa Harmonia com a Natureza das Nações Unidas, que desde 2009 vem tecendo redes entre os países do mundo para o estabelecimento de um novo paradigma de  interação entre o ser humano e a Natureza, a partir a compreensão que não há separação entre eles e  baseado no respeito à Mãe Terra e aos direitos humanos.

 

 

 

LINKS:

http://www.livelaw.in/first-india-uttarakhand-hc-declares-ganga-yamuna-rivers-living-legal-entities/

 

https://www.google.com.br/amp/s/www.elheraldo.co/colombia/por-primera-vez-se-le-da-un-lugar-los-derechos-de-la-naturaleza-355779%3Famp

 

https://www.publico.pt/2017/03/15/mundo/noticia/whanganui-o-rio-neozelandes-com-os-mesmos-direitos-dos-seres-humanos-1765372

 

 

 

 

 

COLETIVOS QUE INTEGRAMOS ESSA LUTA

SANTUÁRIO DOS PAJÉ, CASA FEMINISTA IPÊ, ONG DIREITOS DA NATUREZA, MST, AGRUPA,  CASA CAMBOA, SABIAGUABA LIXO ZERO, SOS COCÓ, COLETIVO BEM VIVER, KAYKERIA, ASUP, ESCOLA DE SURF DC, EQUIPE GOURA, GUIA ORGÂNICOS E SAÚDE, COLETIVO LIXO ZERO, HOSTEL DE YOHANA, REDE PELO CONSTITUCIONALISMO DEMOCRÁTICO, ONG  PACHAMAMA, METODOS DE APOIO A PRATICAS AMBIENTAIS E SOCIAIS, AGRUPA.BEN COMUNS BRASIL. AMOCAM. PANAPANÁ ATELIÊ. SEU ESTRELO E O FUÁ DO TERREIRO. S.O.S CAMPECHE PRAIA LIMPA. CASA LATINA.

Videos

UMA REVOLUÇÃO CULTURAL

 

por Dr. Lafayette Novaes Sobrinho
 

 

"Neste dia 5 de novembro de 2017, Dia Nacional da Cultura, a Associação Pachamama iniciou uma Revolução Cultural. Pela primeira vez na história do Brasil, um Rio entra com uma ação judicial. O Rio Doce, que sofreu o maior desastre ambiental do Brasil, pede proteção judicial contra futuros desastres. A ação foi ajuizada contra que o Governo Federal e o Governo de Minas Gerais, que são obrigados a fazer um Plano de Prevenção a Desastres para proteger toda a população da bacia do Rio Doce. Esta ação inaugura uma nova visão jurídica  no Brasil: os direitos da Natureza. Chegou a hora do Rio ter o direito de defender a si mesmo e, reciprocamente, a dignidade dos seus irmãos ribeirinhos, como eles sempre defendem e defenderam os Rios."

 

Créditos das fotos no vídeo: Josué Gomes /Jornalistas Livres

A Vida tem voz

 

por Kristiano Aguilar
 

A Vida tem voz.Os rios cantam na sua língua de ondas e rolar de seixos. Os rios falam na voz dos povos ribeirinhos e dos índios, que vivem às suas margens. Os rios voam nas asas dos pássaros e correm pelas matas nas patas dos bichos que dele dependem para existir, assim como os seres humanos. Os rios também choram no trepidar das matas que ardem em incêndios pela ausência deles. Os rios gritam sua força estrondosa na onda intensa da Pororoca!No dia 5 de novembro de 2017, rememorando a morte do Rio Doce em Mariana, MG, a voz da Vida foi ouvida por inúmeros coletivos e artistas que se somaram à iniciativa da ONG Pachamama ao propor a 1ª Pororoca da Nação das Águas.

 

A Melodia dos Rios cantou em 30 localidades do Brasil e do mundo, defendendo o direito à vida dos nossos rios, propondo, através de uma ação judicial o reconhecimento da Bacia Hidrográfica do Rio Doce como sujeito de direitos. Isso significa reconhecer que os rios existem, que estão vivos e que são a fonte de onde surgem os próprios ecossistemas e a vida humana em si mesma.O reconhecimento dos Direitos da Mãe Terra, uma realidade constitucional em países como Equador e Bolívia, assim como o reconhecimento dos rios como sujeitos de direitos, a exemplo de Nova Zelândia, Índia, Colômbia e Cidade do México, inauguram uma nova forma de olhar para a Natureza. Não mais como um meio-ambiente objetificado e serviente aos interesses particulares e econômicos, mas como uma Mãe que se doa indiscriminadamente à existência, para benefício de todos os seres e que como tal deve ser respeitada.

 

É este o sonho de todos os povos originários que não esqueceram sua relação indissociável com o equilíbrio delicado dos ciclos naturais, é este o sonho da ONG Pachamama e de todos os seus parceiros, que emprestam sua voz à Mãe Terra, para que ela seja ouvida e tenha seus direitos assegurados pelos governos de todo o mundo. Esta onda estrondosa como uma pororoca surgiu do próprio seio da Vida, e se elevou no contra-fluxo do desenvolvimento econômico desenfreado e insensível, ressoando em todos os cantos, com notas de Arte, Cultura e Direitos da Mãe Terra, mostrando que não somente é possível, como imprescindível que aprendamos, nós humanos, a existir e conviver em perfeita harmonia com a natureza.Confira agora um pequeno panorama do que foi a 1ª Pororoca da Nação das Águas, a Melodia dos Rios.A vida tem voz. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...

RITUAL PELO RIO OPARÁ

 

05.11 Ritual do Toré às margens do Rio Opara (São Francisco) pelo reconhecimento e fortalecimento da vida dos rios e comunidades ribeirinhas. Campanha Pororoca da Nação Pachamama.

 

 

MOACYR FRANCO APOIA POROROCA

 

04.11 Moacyr franco fura o protocolo e pede que o povo brasileiro cuide os nossos rios. Que os jovens sigam a luta pelos rios. Que acompanhem a campanha da Pachamama.

 

 

 

Saiu na imprensa

 

Imagens da Pororoca

O que aconteceu em cada lugar?

Fortaleza:

 

Quando? 08:00 às 18:30
Local: Foz do Rio Cocó, na Barraca Sabiaguaba Park (Barraca do Mamão)
O que vai ter: Remada com surf, stand up paddle, caiaque e embarcações; Toré com  Indios Tapebas; Coleta de Lixo; Roda de Conversa; Exposição Fotográfica; Apresentações Musicais.

8:00 - Mutirão de coleta do lixo - Coletivo Sabiaguaba Lixo Zero

10:00 - Roda de Conversa sobre os rios e a vivência dos povos ribeirinhos.

12:00 às 14:00 – apresentações musicais

14:00 - Ritual de agradecimento às águas

15:00 - Remada com surf, standup, caiaque, embarcações, rapel

16:30 às 18:30 - apresentações artístico musical, entre elas de Del Brando e seu projeto musical Bando de Amor

18h30 - Toré dos índios Tapebas - Celebração da chegada

*Exposição de fotos - durante toda a programação.

 

São Leopoldo/ Porto Alegre

 

Quando? 5/11  das 10h às 16h
Onde? Beira do rio do Sinos 

O que? Um dos eventos reunirá amantes do rio e da natureza e coletivos de vários municípios. Começa às 8h30h, com uma pedalada pelo Rio dos Sinos. A saída será no Posto de Gasolina da Lomba Grande (Novo Hamburgo). Depois, continua das 10h às 16h, na Ponte 25 de julho, tombada pelo Patrimônio Histórico em São Leopoldo, e em frente à Igreja Matriz.  No início do evento, acontece uma oferenda ao ser do rio ao estilo do Puja, ritual realizado pelos hindus, como forma de oferecer símbolos de gratidão às divindades, e cantigas de abraçar o rio. Em seguida, será realizada uma meditação, seguida de conscientização pelos nossos rios. Será exposto também um varal poético, com cartazes com poemas feitos pelos presentes. O anfitrião da 1ª Pororoca no Rio dos Sinos será o boneco Monstro dos Rios , interpretado por integrante da ONG Pachamama, que fará a abertura e permanecerá até o final do evento.

Colônia Santo Amor (Pelotas):

 

Durante o dia 5/11, nos encontraremos com as aguitas de Santo Amor para compartirmos a luta pelos Direitos da Natureza. POROROCA faz barulho. Com essa foça, juristas, ambientalista, artistas, militantes querem chamar a atenção da sociedade para o fato de que nossos rios não são objetos exploráveis, são sujeitos de direito! Rio Amazonas, Rio São Francisco, Rio Doce, Rio dos Sinos e Rio Camaquã podem ser os primeiros rios do Brasil com amparo na Jurisprudência da Terra. Vamos tecer juntos uma revolução de cosmovisão? Vem pro II Encontro Regional dos Grupos de Agroecologia! 
2 à 5 de novembro - Col. Santo Amor, Morro Redondo.

 

 

Curitiba:

 

Quando? 05|10 hora: 9h30 às 14h

Onde? Praça Sofia atrás da prefeitura de Curitiba, junto ao Rio Belém
O que? *Yoga dance: a dança das aguas com Adèle Mathieu
*Roda prática intuitiva: conectando com o fluxo das aguas com Ana Paula Salamon, terapeuta vibracional
* Roda de dança e conversa sobre os ciclos femininos junto com os rios com Amandit Aman
*Música com Ravi Brasileiro
*Intervenção Artistica sobre o Micro lixo com Samuel Costa
*Intervenção de Jardinagem Iracema Bernardes 
*Roda de Conversa: Os rios como sujeitos de direito - o direito à vida. dando voz ao Rio Belém. 
*Musica com Aaron Molina
*Benção das Águas - Puja com o Movimento Nacion Pachamama
E união das águas do Ganges,  yamuna e glastenbury com o rio Belém


Parceiros: Radha Lopes, Gus Benke, Ana Paula Salamon Tarapeuta Vibracional, Wynia Lopes: fotografa, Giorgia Prates: fotografia, Hostel de Yohana, Equipe Goura, Guia Organicos e Saúde, Coletivo Lixo Zero, Cantora Raissa Fayet

Canguçu:

 

Quando? 31/10.
Onde? Beiras do Rio Camaquã na região do Assentamento Sem Fronteira

O que? Alunos acompanhados de seus pais, professores e lideranças do MST, irão à beira do Rio Camaquã fazer um manifesto unindo-se à Pororoca.. A ação contará com cartazes dos Sem Terrinhas, desenhos das crianças mostrando a beleza do rio e videos-relatos sobre a importância angico e da natureza para o Bem Viver da comunidade. 

Recife:

 

Quando? Domingo 05/11, das 15:30 às 19:30. 
Onde? Uma ação na beira do Rio Capibaribe, na Rua da Aurora, em frente a Assembleia Legislativa de Pernambuco. 
O que? Um sarau de poesia com acrobacia, e música em defesa do nosso rio .

Brasília, DF:

 

Quando? Domingo 5/11 
Onde? Santuário dos Pajés, SHCNW SQNW - Brasília, DF
O que? 

Local: Santuário dos Pajés

MINGA (mutirão) com as mãos na terra (atividade de plantio no Santuário) - conduzida por Kamuu Dan Wapichana (Santuário dos Pajés), Reflorestamento do Cerrado.  Plantio do SAF e sementes da época. Mapeamento das nascentes mortas. Contação de histórias indígenas sobre as sementes. Cantos sagrados para Pachamama (Mãe Terra). Parichara - dança dos povos tradicionais. Acendendo o fogo sagrado. Meditação em Pachamama.
Contextualização mundial e nacional sobre os Direitos da Mae terra . Contextualização situação das águas - Naiara Tukano.  Vivência com
 Bene Fonteles. Conto das águas - Alvaro Tukano.  Romulo Andrade - poesias sobre agua.  Grande Benção das Águas.
• Ritual multiétnico de benção das águas (bencao das aguas e flores). Puja e cantos ao por do sol - Mamas da Nacion Pachamama. Perfomances C
asa Ipe. Marina Mara. Seu Estrelo e o fuá do Terreiro.  Zeze - MTST. Pessoal do Rio Doce. Fabricio Houndou Ribeiro. Sol da Oca do Sol. FAMA

 

 

Manaus

 

Dia: 5/11/2017 domingo
Horário: 8:30 h – 10:30 h
Local: Nas Lages do Encontro das Águas do rio Negro e Solimões
Ponto de Encontro: Posto BR da Rotatória do Coroado às 8 h.
 Atividades: 
- Visitas:
     Área Tombada como Patrimônio Natural e Cultural
     Sítios arqueológicos
     Sítio geológico e paleontológico
     A mais bela e sociobiodiversa paisagem da Amazônia 
- Debates
- Coleta de lixo (tragam luvas, chapéu e tênis)
- Manifestações culturais e artística livres

Florianópolis:

 

Quando? Domingo 5/11 a partir das 10h
Onde? Praia do Campeche
O que? Encontro na união do rio com o mar. Uma manhã de música, poesia, dança, consciência e ativismo, roda de conversa e oferenda às águas. Dando voz aos rios que não querem ser poluídos e despejar dejetos nos mares! 
Contato? Sol (Karen) (48) 991844118

Pelotas

 

Onde? No Trapiche do Laranjal
Quando? Dia 05/11, das 10h às 22h
O que?  Yoga as margens da Lagoa dos Patos, conectando com o fluxo de nossas águas sagradas. Projeção de Video. Puja com o Movimento Nacion Pachamama. Projeção de filme. Roda de Conversa: Os rios como sujeitos de direito - o direito à vida. Rio Camaqua tem direito à vida. Música e Arte.

Bagé


Onde? Às margens do rio Camaquã.

Quando? Domingo 05/11, às 10horas, 
O que? A 
Associação para Grandeza e União de Palmas (AGRUPA) fará um ato na beira do rio Camaquã em defesa de todas nossas águas.  unindo-se à melodia de luta da Pororoca.

Ilha do Mel (Paraná)


Onde? Na beira da Baía Paranguá

Quando? 4/11 das 10h às 12h

O que? Meditação, Benção das Águas - Reverencia a nossa Baía de Paranaguá, roda de Conversa com os moradores e turistas sobre as nossas àguas, manguezais, a baía de Paranaguá.

 

Alagoas

 

Sábado 4 de novembro às 12h
Na aldeia Kariri Xocó em Porto Real do Colégio.
Realizaremos um ritual e documentação da relação da tribo com o rio Opará
 

(São Francisco). Atualmente o povo Kariri Xicó enfrenta crise política e econômica devido a pressão de Posseiros e falta de políticas públicas de apoio à comunidade.

Rio de Janeiro

 

Quando? Domingo 5/11 Das 15h às 16h30
Onde? Na Oca do Parque Lage
O que? Oração no Patxôhã buscando a proteção dos rios. Defumação com ervas medicinais. Fala sobre a Pororoca, o que é  Nación Pachamama. Pintura de Urucum. Danças e cantos pataxós, pedindo Socorro para que as pessoas tenham cada vez mais consciência de preservar os rios, as águas, a natureza.

São Paulo:

 

Quando? Domingo 5/11 Saída às 17H30
Onde?  Concentração ao lado do Planetário do Ibirapuera, perto das águas.
O que?  Manifesto "Revolução dos Peixes", arte, dança e roda de conversa.

Contato? Vanessa Hasson: 11 97584-7227

Relatos

 

"No movimento de construção da Pororoca aqui em Fortaleza já sentíamos a força das águas. Era como se elas quissesem se expressar, mostrar sua melodia e estávamos ali pra acolher e sentir o fluxo. Essa fluidez se materializava na forma como os parceiros se agregaram no evento que chamamos Remada pelas Águas, com um dia inteiro de atividades na bela foz do rio Cocó, curso d´agua que atravessa Fortaleza, mas na maior parte da sua trajetória, ninguem se dá conta que por baixo de plantas,  lixões e chorume se encontra um rio que teima em dizer que está vivo. Apenas num pequeno trecho, já perto de desembocar no mar, o rio se torna navegável.

Juntos na iniciativa, o movimento Nacion Pachamama e o Coletivo Bem Viver já tinham conversado antes de se falar da Pororoca, da importancia de se criar um laço de afeto e cuidado pelo rio Cocó e suas dunas, os dois ameaçados pela especulação imobiliária, a  falta de consciencia das pessoas em relação ao rio e o descaso do poder público. A visita anterior a alguns pontos do rio, pra conhece-lo melhor foi fundamental para as parcerias. Na boca da barra da Sabiaguaba, na beira da foz do Cocó, a Casa Camboa, junto com o Coletivo Lixo Zero, se  tornaram naturalmente, o ponto de encontro para reuniões, troca de afetos,  e outras movidas que iam acontecendo, quase que a revelia das pessoas, magicamente. Um passeio de barco no rio, por exemplo, fez com que fosse descoberta a comunidade Casa de Farinha, que se agregou à Pororoca. A Comunidade Sabiaguaba se incorporou com música e coordenando a cozinha para o almoço solidário.Coletivos que atuam em pontos dos rios e suas comunidades estiveram presentes e ajudaram a fazer a Pororoca. Conhecidos ligados a esportes náuticos fizeram a ponte e associações e grupos aderiram á construção da Remada, com caiaques, stand ups, pranchas de surf, barcos e jangada.  E aí ja dava pra sentir a Porororca em ação que atraiu os índios tapebas e sua dança do Toré, e uma índia tremembé, que conduziu com representantes das comunidades do rio, do Coletivo Bem Viver e da Nação Pachamama, o ritual de encerramento do encontro das águas do rio com o mar, quando ali foram jogadas águas colhidas em pontos diversos do rio, incluindo a nascente, na serra de Aratanha, E mais as águas de rios do Brasil e do exterior, como o rio Ganges, (India), Vilcabamba (Andes), rio Doce, Amazonas (Brasil), entre outros.

Toda essa construção foi costurada pelo sentimento de que "Nós Somos o Rio", não só o Cocó, mas os rios de todo o mundo. Com esse fio, foi redigida uma carta-manifesto assinada pelos parceiros da Remada e mais outras entidades e coletivos que concordaram com o texto e as reflexões da carta. E assim, um arco-iris de jeitos e pensamentos sobre o meio ambiente, a sociedade e a vida como um todo, se juntou em sua diversidade, na unanimidade do rio, e concordou que todos somos o rio. Alguem duvida?" 

 

ZULEMA

 

 

"O encontro Pororoca da Nação das Águas em Alto Paraíso de Goiás aconteceu na manhã do dia 5 de novembro no Novo Portal da Chapada. Houve uma pequena modificação na programação devido ao intenso temporal que veio nos abençoar. Após uma introdução sobre o surgimento deste encontro, começamos com uma vivência de meditação guiada para irmos de encontro com o silêncio. Em sequência a história “Mensagem das Água” foi contada trazendo de forma lúdica a consciência da relação dos nossos pensamentos, sentimentos e ações com a água. Na continuação ficamos um bom tempo cantando músicas para louvar as águas e os seres elementais que nelas vivem.  Na programação havíamos pensado vivências em que todas pessoas seriam convidadas a entrar nas piscinas de água natural, o que poderia criar algum tipo de resistência, mas o mistério de Pachamama fez com que todas passassem o encontro em profunda conexão com as águas, pois a chuva intensa pulverizava gotículas para todo ambiente.  A esperada apresentação artística teve que ser no espaço onde as pessoas podiam ficar mais protegidas da chuva. A performance nos conduziu em uma dança com os arquétipos da mitologia Yoruba. As senhoras das águas e seus encantos foram saudadas com cantos e danças. Em seguida fizemos uma roda de conversa sobre os Direitos da Mãe Terra e a importância dos Direitos das Águas aqui na Chapada dos Veadeiros. Como encaminhamentos de ações para o nosso município foi definida a criação do Fórum Alternativo das Águas para dialogar com o 8° Fórum Mundial da Água, e ainda foi sugerido por uma ativista das águas que fortalecêssemos um projeto dela que se apresentou em 3 pontos: 1) A criação de uma legislação municipal de proteção das águas; 2) A remoção do flúor e cloro do tratamento da Saneago; 3) A construção de um chafariz na cidade. Finalizamos o encontro com uma canção em roda, palavras de amor e união e a entrega de pequenas e coloridas flores para a Natureza."

 

EMILIANO

 

 

 

 

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