Dos instantes - quase - perdidos....
Estava com a mente apaixonada perdida nas memorias de amor totalmente anestesiada pelo frenesi que dá quando nos dão também. estava ali boca aberta olhar perdido respiração suspensa um risinho no canto da boca i ma gi nan do.... quando de repente a consciência me assombrou e perguntou que a vida me traz AGORA? e abri meus olhos que apesar de abertos não viam... e vi a maravilha verde que me tocava ao longe o voo de dois pássaros enormes deixavam-se deslizar na maré de vento invisível só intuía pelo jeito que selvagem entregavam-se ao que não se via.. enquanto via imaginava o que escreveria e agora que escrevo imagino será que eu via? se via ou não via sei que sentia a delicia do dia a dia
o instante que - quase- não percebia.
Esmeralda Dédalos
Comunidade Vale Sagrado